t> IMOTOS

M. PAULO FILHO

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Correio da Manhã

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JOSÊ P. LISBOA

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BRDAOTOn CHEFE

COSTA REGO

RIO DE JANEIRO, TERÇA-FEIRA, 9 DE FEVEREIRO DE 1937

N. 12.960

ANNO XXXVI

Malaga se encontra em poder dos nacionalistas

Uma vista de Malaga

Declarações do general Hayashi

Conta administrar o paiz sem se afastar da Cons¬ tituição

Toklo. 7 (Havaa) Annunela a Agencia Reuter que o goneral Hayashi, cheíe do novo gabinete, fez decln rações aos representan- les da. Imprensa no trem quo o conduzia. Ise. hontem ft tarde. O novo presidente do Conselho de¬ clarou quo não (ol objecto do suas cogitações cmprohender na sua administração, reforrnaa ra- dlcaes, mas que, ao contrario, se esforçará, para proceder fia refor¬ mas necessários progressivamen¬ te e tendo em conta os aconteci¬ mentos futuros. 'Proscguindo nas suas declaraçõeB, disse o general que, quanto & política, adoptario Uma norma de nítida Justiça o salientou a devoção e o respeito que vota ao Imperador o povo japnrez quo comprebendo dis¬ se que a thaocracla constltue o fundamento do espirito nacional e a alma da política da nação. An- nunclou, finalmente, o general Hayashi . que os ministros de Es¬ tado visitariam, por aua vez, o eantuario de Ise, apõs a sua no¬ meação, e accrcscentou: "Os mi¬ nistros estão animados do maior desejo do remover as dlfflculda- des com que lota a nação."

A despeito de não dominar na Dieta o Partido governamental, 6 com o apoio unanimo desta que o general Hayashi conta adminis¬ trar e realizar o seu programma político, sem se afastar da ConB- tltulçSo.

O porto de Malaga foi toma¬ do ás 11 horas de hontem

OS NACIONALISTAS DE POSSE ABSOLUTA DA CIDADE

Assaltado um automovel e roubados 30.000 dollares

Nova York, 8 (Havas) Tres bandidos, de revolver em punho, assaltaram um automovel em que se encontravam seis passageiros que regressavam do um grande restaurante. Os bandidos, snb ameaça das armas, lograram rou¬ bar Joias no valor de 30.000 úol- lares e fugiram em seguida. A policia estA oonvenclda do que ae trata dos autores de attentado análogo a 31 de dezembro ultimo.

O rei Jorge VI sairá pela primeira vez, com gran¬ de pompa

Londres, 8 (Havas) Annun- cia-se que o rcl Jorge VI sairá amanhã, com grande pompa, na capital, pola primeira vez, desde a sua nsconção ao throno.

O soberano deixará o palácio de Bucklnghom ás 11 horas, em grande uniforme, acompanhado dos “gentlemen ln wattlng", es¬ coltado pela cavallarla da casa real, afim de dlrlgir-so ao palaclo de Salnt James, onde se realizará a primeira "cerimonia do levan¬ tar do rei”.

O rei será reoebldo nos jardins do palaclo pelos eamarclro-már e grandes dignitários da casa real, * "yeomen" da guarda.

Duranto a cerimonia serão apre¬ sentados aos soberanos os mem¬ bros do corpo diplomático e outras personalidades de destaque social.

O rei deixará o palaclo com o mesmo cerimonial da chegada.,

O rei Jorge VI nlo será coroado na índia duran¬ te este anno

Londres, 8 (UTB) - Foi hoje offlclnlmonto onnunclado que o rei Jorge VI está resolvido a ndlar para data opportunn a BU3 viagem ã Imlln, para a cerimonia de aua coroação como Imperador das índias, prevista para n pró¬ xima primavera, <*m Durbnr.

O rcl fez nesse sentido uma oomimmicação no secretario do? Nogoclos dn índia, a quem decla¬ rou que ns clrcumBtiinelns espe- claes que rodearam a sun ascen çSo no throno c os deveres novo? que teve assumir nío lhe pormlt tirão afastar-se da moiropole, du¬ rante o primeiro anno de seu rei¬ nado, polo espaço de tempo ncces- farlo ft realização daquclln ceri¬ monia, que deverá ser levado o •■tfelto mais tarde.

Avila, 8 (Do enviado espe¬ cial da Agencia Havas) Foi confirmada a noticia da to¬ mada de Malaga pelos na¬ cionalistas. As tropas do ge¬ neral Queipo de LUano esta¬ vam de manhã na cidade, que se acha Inteiramentc ero poder 'dos nacionalistas.

Entraram em Malaga

Londres, 7 (Havas) Commu- nlca a Agoncla Reuter, de Gibral¬ tar, conBtar all quo os Insurroctoa entraram A tarde em Malaga.

A esquadra nacionalista no porto de Malaga

Cordoba, 8 (Havas) An- nuncia-se que toda a esqua¬ dra nacionalista occupou o porto de Malaga. Um navio cargueiro soviético foi apri¬ sionado.

insurrectos tomaram

Londres, 8 (Havas) Com- municam de Gibraltar para a Agencia Reuter que segundo informação officlal ali divul¬ gada os rebeldes controlam,1 agora, toda a cidade de Ma¬ laga.

Assaltados os armazéns an¬ tes da retirada dos milicianos

Rúutlha, 8 (O. P.) A esta¬ ção emissora desta cidade infor¬ ma que os nacionalistas tomaram a dtlatlo do Malaga. Os milicia¬ nos hcspunliocH, os russos, fran- eczes e outros elementos que constituíam a gunrniçüo govor- nista, antes da ehogada do exer¬ cito libertador, assaltaram os es¬ tabelecimentos commerclaes e as casas particulares, roubando quunto puderam, levando tam- l>cm aB armas o as munições. Diz ainda o communlcado quo os anarchistas e os eommunlstas continuam a saquear e a assas¬ sinar sem que a Gcneralidad pos¬ sa ImpOr a disciplina o a ordem.

Occupadas as primeiras ca¬ sas de Malaga

Scvllha, 7 (liavas) t— Falando no radio, hoje, declarou o general Queipo do Llano:

“As primeiras horas da nolto uma cohimnu nacionalista oc¬ cupou na primeiras casas de Ma¬ laga. A columna do Marbello avançou multo rapidamente: oc¬ cupou a vllln de Fuenglrola pela manhã e a de Torre Mollna, & tardo. A columna nacionalista que entrou cm Malaga operará amanhã do manhã, na cidade, a Juncção com as outras columnas.”

Vinte cinco mil soldados da Legião Estrangeira entra¬ ram cm Malaga

.Vo fronteira franco-hetpa- v Isola, 8 (Por Harrlson Laroche, correspondente da U. P.) Pou¬ cas horas nntcB de entrarem as primeiras columnas reboldpa na maior cidade portuarln do gover¬ no no sul da Hespanha, o general Queipo de Llano annunclou hoje dn proprin Malaga que a vletorla enquistada nsslgnnlnrá uma dos mais decisivas batalhas dn guer ra civil, ao lado das do Irun, Ba¬ dajoz o Toledo.

Vinte e cinco mH nacionalistas, usando o dlsttnctlvo dn Legião Estrangeira sobretudo allc- tnSos e Italianos e as marroqui¬ no? na vanguarda, tomaram a cl dado de, trinta ml] defensores, que br, leram cm retirada, hbntem, ft noite, ao longo dn costa, om dire¬ cção a Motrll o Almerln, ou pro¬ curaram abrigo em Storra Ne¬ vada.

A pequena, maB poderosa cs- { quadra do general Franco, nave¬ gou durante a noite para lêste, ao longo da costa, deixando ape¬ nas a estrada aberta aos fugiti¬ vos e tropas em retirada. O va¬ lor estratégico da vletorla tor¬ nou-se evidente á ndlté,' porque o general Franco domina agora o unico porto de mar importante que atnda tolhia a liberdade de coramunlcações com o Marrocos Hèspanhol. E com Malaga em seu poder, o supremo chofo na¬ cionalista terá facilidade de fazer nialor uso ds Melllla como porto, addtcionalmente a Ceuta.

Combate-se nas ruas de Malaga

Lontirai, 7 (Havas) Segundo noticias de Gibraltar, de fonte seml-offlcial, oa rebeldes entra- ram & tarde em Malaga e travam, neste momento, vlolentoe comba¬ tes dentro das ruas da cidade com os governlstas. Accresccntam as mesmas noticias que os combatea são encarnlçadoe e quo as perdas de parte a parte são elevadas.

Chegam prisioneiros e feri¬ dos a Algeciras

Londres, 7 (Havas) Commu- nlca a Agenda Reuter, do Gi¬ braltar, que varloe caminhões procedentes de Fuenglrola e Tor- ie Mollna, chognram á tarde a Algeciras, carregados do pçlslo- nelros e feridos.

Navios de guerra bombar¬ deiam Malaga

i , - .

Londres, 7 (Havas) Commu- nlca a Agoncla Reuter, de Gi¬ braltar, que segundo Informações do Grande Quartel General Na¬ cionalista, os Insurrectos se en¬ contram ás portas do Mnlagn. a se preparam para entrar na cida¬ de amanhã. A 1 frota nacionalista, aomprehcndendo uma canhoneira e vários barcos armados se en¬ contra á entrada_ do porto e submettem a cidade a um rigoro¬ so e Intensivo bombardeio.

Consta, por outro lado, quo o cruzador ollemão “Graf Bpee" cruzou ao largo de Malaga

Descrevendo a entrada rdas tropas nacionalistas em Malaga

Fucnplrolo, 8 .Jean de Gandt correspondente da United Press) Depois de tres dias de ataques Incessantes, ns tropas nacionalis¬ tas entrarom em Mnlagn. Com a

dia cedoii ao impelo doa nacio¬ nalistas o pharol de Calaburras, na estrada do Marbello, a 33 mi¬ lhas de Malaga. As tropas re¬ beldes entraram em Fuenglrola á$ primeiras horas da manhã do sahbndo, depois- -que~.es ta - tüclodç tfúl vlolantemeJnte hamhardeadn pela esquadra, composta dos cru¬ zadores "Almirante Cervera", “Canarlas" e "Baleares'’.

Tres columnas nacionalistas desfecharam a offenslva final so¬ bro Malaga. A primeira, proce¬ dente do Loja, occupou os redu- ctos exteriores da. cidade nas pri¬ meiras horna da manha do hon- tem, emquanto outra columna procedente de Alhnma procurava cercar a cidade. A torcolra co¬ lumna, avançando pela estrada de Marbelln, chegou ás portas de Malaga depolB de ter occupado Torro de Molinos.

Os soldados da Legião Estran¬ geira e as tropas mouras foram os primeiros a entrar na cida¬ de, capturando centenas de prl slonciros.

A Inteira resistência dos lega¬ listas em toda a frente sul do Mediterrâneo desmoronou-se om face ao poderoso avanço dos na- oloualtstas. O tempo optimo au¬ xiliou notavelmente os atacantes, quo gradualmento foram ostrellan do o cerco em torno A praça for¬ te doa governlstas, avançando ao mesmo tempo sobre uma frente de 350 kilometros.

Emquanto a principal columna dos nacionalistas avançava pela estrada de Marbella a Malagn, capturando aldeia apÕB aldeia, duas columnas auxiliares conver¬ giram sobro Malaga, procedonten das montanhas do norte. A ca ptura de Ventas de Zaíarmya collocoii os naclonallBtas no pon¬ to mais elevado da região ma- Ingucnha, a 3.000 sobro o nlvol do mar, do qual dominavam as linhas de defesa dos legalistas,

Foi tão rápido o avanço das tropas revolucionarias, quo tor¬ nou-se Impossível estabelecer um nystema de communlcações bas¬ tante mpldo para manter o con¬ tacto com o Estado Maior -Gene¬ ral.

Finalmente foram requisitados automovets particulares para ser¬ viram de ligação entro ns tres columna;.

O correspondente da United Press chegou a Fuenglrola ás primeiras horas da manhã do sabbado, Junto com as Torças na¬ cionalistas. Entremos na cidade pola estrada real de Marbella, quo no encontra cm poder dos nacio¬ nalistas varias somanaa.

Apõs deixarmos Marbella, os nossas olhos acharam o caracte¬ rístico espectáculo offerecldo por recentes combates, postes o li¬ nhas telephonieas derrubadas ao

As negociações enceta¬ das pelo embaixador francez em Washington

Paris, 8 (Havas) Segundo informações do boa. fonte, um primeiro ponto declrrerla clara¬ mente das- dlrcclrlzcs recebidas pelo novo embaixador de França em Washington.

O sr. Georges BonBet não seria encarregado de negociar nos Es¬ tados Unidos nenhum emprésti¬ mo. . qem entaliolar nenhuma ne¬ gociação a respeito do pagamen¬ to das dividas de guerra, ma» sim¬ plesmente de procurar alargar as disposições do tratado do com- merclo actuRlmonte em vigor en¬ tre os dois palzes. .

Do outra porte o novo embai¬ xador teria a Incumbência do, manter 'e "(fenenvolvcr ó aSWWo monetário asslgnodo em Setembro do 1936 entre Paris, Londres Washington.

De outra parte é sabido que o extto da let de noutralldode que prohtba a exportação de armas, para qualquer destino, em osso de confllcco fõra do continente americano não deixou de suscitar certos preoccupações na maior parto dos palzes ouropeus que de¬ sejariam ver reconhecida a im¬ portância que apresentaria para os Interesses da paz, a dlsttnccão entro aggressor e vlctlma nos confllctos lnternaclonnes, baso da acção preventiva consagrada em Genebra.

Por fim, caso as perspectivas, de negociações com a Allemanha em vista do reergulmento economlco devessem .prcclsar-se, o sr. Geor¬ ges Bonnot seria provavelmente levado a examinar o referido pro¬ blema com p i governo dos^Estados Untâos, visto q“uá a solução enca- radià para ser efflcaz deveria ser de âlciihco mundial.

frente de Malaga, figura ura carro blindado, que os defensores não puderam manobrar com suf- ftclento rapidez na sun retirada sobre Malagn. Os soldados na¬ cionalistas apoderaram-se do car¬ ro. utlllzando-o em perseguir os legalistas em fuga. observei que as forças legalistas construiram um Importamo syslema de trin¬ cheiras e obras da defesa do ara¬ me farpado, mas o ataque nacio¬ nalista foi tão violento, que oe milicianos quftsl não fizeram ten¬ tativas de resistência.

Pouquíssimos estrangeiros fi¬ guravam entre as tropas legalis¬ tas neste sector, na sua mulorla russos. O grosso dag forças le¬ galistas compunha-se de uma co-j lumna de Infantaria procedente de Carthngena e de varlos bata¬ lhões de tropas de choque e de milicianos anarchistas. As tro- pas nacionalistas comprchsndtaip i contingentes de cavallarla mar¬ roquina e columnns de Infanta¬ ria. Os poucos civil, que conse¬ guiram ficar e ser testemunhas da oceupação, pelos nacionalistas j das cidades c aldeias nas proxi¬ midades de Malaga, npplaudlram ns tropas do oceupação. Em vᬠrios lognres foram encontradas minas, collocadas pelos legalis¬ tas com o Jntento de destruir as pontes e ns estradas; no entan¬ to. nenhuma explodiu, devido a fuga precipitada dos legalistas.

Durante o regresso a Marbella, os nutomovels que conduziam os correspondentes dc guerra passa¬ ram no lado de dois soldados que agitavam seus fuzis, aos qua.es tinham amarrado dois lenços brancos. Detidos os cario», os Jornalistas e oe offtcines que os acompanhavam correram ao en¬ contro do» dois homens. O capi¬ tão que guiava o grupo, com uma carabina automática debaixo do braço, grltou-lhcs que levantas¬ sem as mãos. Os soldados não comprchenderam a ordem, e se jogaram ao solo, como ae quizes- sem atirar. Esperaram no en¬ tanto a nossa chegada sem fazer um movimento.

Ao ae npproxinmrem os offl- claes nacionalistas. Immedlata- mente, os dois soldados entrega¬ ram seus fuzis. Dcaseram que pertenciam as unidades legalistas de Mnlagn, tendo fugido do nolto afim de se passarem para o ter¬ ritório nacionalista, escondendo- se nas montanhas. Ao chegarem & estrada de Marbella, entrega- ram-sa aos primeiros que viram.

Um dos soldados foi conduzido A Marbella, no carro da United Press. Parece unpreclar grande¬ mente os viveres -que lhe foram offerecldo, pote,' de aecordo com a sua cbnflssão. não comera havia tres dlns.

Mas, quasl pareceu enlouquecer de alegria quando soube que não seria fusllndo, pois, explicou, ti¬ nha-lhe sido dito que oa naciona¬ listas fuzilavam todos seus pri¬ sioneiros.

' Malaganovaniente -

A noticia da assignatura de um accordo entre a Allemanha e a Republica do Equador causa apprehènsões na America do Norte

UMA BASE NAVAL MUITO PROXIMO D0 CANAL D0 PANAMÁ

hespanhola 1

Paris, 8 (U. P.) Segundo In¬ formes que circulam nas chnncel- larlas de Paris, foi concluído e será brevemente asslgnado um ac¬ cordo que outorga á Allemanha importantes concessões econômi¬ cas no Equador, assim como o dl. reito do construir e controlar ln- tclramcnte o novo porto na bahia de S. Lourcnço. Attrlbue-se ao ac¬ cordo grando Importância militar asslmí como economlca, por dois motivos: 1) Porque, segundo os Informes, um dos membros do co¬ mitê eflearPegado de elaborar oa planos é o coronel Webber, do itelehswehr; !•) Porque o Japão o a Italla foram notificado?, o esta ultima potência convidada a par¬ ticipai- do desenvolvimento do re¬ ferido plnno.

O caso é que o nccordo foi con¬ cluído em Berlim, entre o governo allcmão o o antigo ministro das Finanças, sr. AvIIob. Com o fim do assegurar o segredo, o financia¬ mento terá logar por intermédio do Banco Sulsso.

Em conformidade com os ter- moB do accordo, a Allemanha terá o direito de conetrulr um porto na bahia de S. Lourenço, protegi¬ da por um grupo de ilhas, e cons-

0 porto de Guayaquil na Republica do Equador

CONTRATO DA FERROVIA' QUITO-B8MERALDA

Irulr estaleiros o um acraporto. A linha de estrada do ferro que por¬ te de Idnrra, e da qual foram construídos trinta e novo kilome¬ tro», será concluída em confor. mhlade com o accordo.

Em troça da concessão, Avlles, que foi a Berlim em dezembro ul- limo, oliteve um empréstimo do tres milhões de dollnres a serem empregados cm diversos eropre- liendlmontos.

As fontes que divulgaram o caso declaram que o antigo mi¬ nistro das Relações Exteriores, sr. TchlPlboga. foi o "pae" dn Idfa e que as negociações foram levadas li cffclto |wr sua Iniciativa. Foi dito que outras nações sul-ameri¬ canas se mostram preoccupados em face do nccordo, o qual foi discutido cm uma dna reuniões se¬ cretas da Conferencia Pan-Ameri¬ cana Immedlatumonto apõs a re. niincla do ministro Tchlrlboga.

Os círculos europeus salientam que o completo controle allemão «obre aquelle porto equatoriano proporcionaria & Allemanha uma hase naval a curtíssima distancia do Cannl do Panamá, razão pela qual daria motivo e anclodode nos Estados Unidos.

Paris, á (U. P.) Interpellado pela United Press acorca dos In¬ formes segundo os quaes a Alle¬ manha obtivera concessões no Equador, o sr. Alberto Pulg Aro. semena, encarregado do negoeloa equatoriano, disse que não tsva conhecimento do qualquer em¬ préstimo obtido na Allemanha qunndo o ministro Avlles esteve em Berlim, assim oomo não soube de qualquer contrato de serviço» publicas. Relatlvamonte & estrada de ferro Qulto-Esmeralda, o diplo¬ mata equatoriano explicou que a mesma estava sendo prolongada nté San Loronzo pela firma suls- sa Scottonl Brothers, com a qual foi feito o contrato antes da Ida do mlnlBtro Avlles 1 Allemanha, O sr. Arosemana garantiu que não existem Interesses allcmães occul. tos por detraz dn. mencionada fir¬ ma sulsso, e accrcscentou que o unico contrato de obras publicas concedido pelo Equador a firma estrangeira foi & American Foun¬ dation Corapany, para. a contra- cçío de estradas do rodagem.

- - - - - , llliua iiiviiivua - - - -

queda da grando cidade anda- BolDi cllíias saqueadas ao longo da luza, o governo de Valência per- Petvnaai e m0Vels e petrechoe de

de a sua principal praça-forte no sul da península, tornando-se vir¬ tualmente nulla qualquer resis¬ tência dos legalistas naquellc sector.

Falando ao mlcrophone da es¬ tação de "broadeasting” do Sc- vilha, o general Queipo dei Llano annunclou quo toda a provlnola de Malaga hb encontra actual- monte em poder dos rebeldes, ten¬ do oe legalistas abandonado a ci¬ dade em fuga desordenada,

Tres columnas rebeldes, pro¬ cedentes de tres direcções con¬ centraram sous ataques sobre Malagn nos últimos dias da se¬ mana passado, ocoupando sabba¬ do as localidades de Fuenglrola e Torre de Molinos. Nos ulti¬ mas horas da manhã do domin¬ go, as tropas nacionalistas en¬ travam em Malaga sem encontra¬ rem resistência. Entrementes, a esquadra do geneml Francisco Franco, que na sexta-feira to. mara parte no bombardeio do Fuenglrola. entrava e lançava ns ancoras no porto de Malaga.

A offenslva dos revoluclonnrloB no seçlor sul, foi umn das mais declfllvna desde o romper da guerra civil.

Zafarraya, Boquetc de las Ven¬ tas e Puerto do los Alcazarcs ca- hlram na sexta-feira. No mesmo

varlos especles abandonados beira do caminho.

Destacamentos nacionalistas pa¬ trulhavam a costa, occupàndo rs praias, onda alguns postes a rol- los de arame farpado constituíam os últimos vestígios das defesas legalistas.

Toda a estrada apresentava sl- gnnes do Intensos combates. Pou¬ co antes de chegnrmos a Fuengl¬ rola, passamos por um expesso bosquo de pinheiros quo se nos figurou optimo para a , defesa, embora as tropas governlstas o tivessem abandonado apõs um breve combate, deixando sobro o terreno varlos dezenas de mor. toa

Um caminhão legalista, incem dlftdo. continuava ardendo: vo rios caixões de munições Jaziam abandonados em ambos os lados da estrada.

Ao entrarmos em Fuenglrola, a esquadra nacionalista conttnuavo patrulhando a costa, cobrindo com os seu» canhões a entrada doe nacionalistas na cidade. A oc- cnpação dc Fuenglrola offerccou um espectáculo phantosUco; os contigentes do Infantcrla, eondu zlndo os muares carregados do material do guerra, formam uma eorronto animada quo oceupova um lado da estrada, emquanto a

Fronteira franco-hcspanhola, 8 (Por Harrlson Sarochs, corres¬ pondente da United Press) As Informações chegadas a esta fronteira, hoío ft nolto, confirmam quo os rebeldes capturaram Ma¬ laga; a estação de radio da Va- ladolld, ao meio-dia e vinte mi¬ nutos do hoje, tombem annunclou que o general Queipo de Llano confirmará offlclálmcnte a que¬ da de Malaga, no quartel gene¬ ral rebelde em Salamanca.

. o ataqua foi multo rapldo. Se¬ te columnas motorizadas conver¬ giram sobre a cidade, o os gover¬ nlstas foram obrigados a fugir, ecm oppõr resistência aos tnsur- rectoa. Uma columna proceden¬ te de Loja e outra dc Marbella forem es duas que desencadea¬ ram o ataque decisivo sobre a ci¬ dade; ellos fomm as primeiras a entrar cm Malaga.

A columna procedente do Loja envolveu-se numa batalha violen¬ ta, em Leon, causando entro as hostes governlstas multas mor¬ tes e grando numero do feridos.

O general Queipo de Llano havia escolhido Leon como o local pa¬ ra suas tropas atmvcsaarcm a sorra, detrás da qual Malaga so encontra.

Os governlstas foram obrigados » fugir quando sa viram fronte a frente com um esquadrão de tanques leves, os quaes desenca¬ dearam seu ataque protegidos pelo forte fogo das baterias re¬ beldes, situadas nos montanhas próximas. Apõs atravessar Leon, a columna pôde avançar multo rapidamente sobre Mainga. Este contingente occupou as primeiras oasbs da “Cidade Jardim", bair¬ ro localizado na entrada da el- dado. Neste momento, foi esta¬ belecida ligação entro está colu¬ mna e outra procedonto dc Alha- ma, para o que, oa rebeldes ca¬ pturaram Velez e Torre dei Mar.

A estrada Corniche, que liga Malaga ft Motrll o Almerla, se encontrava ha poucob dias em sua posse, o que não tornou pob- slvel aos governlstas receberem reforçoB de Motrll.

A columna procedente de Mar¬ bella, auxiliada pela aviação e pela artllhcria, havia tomado, ha alguns dias atrás, Fuenglrola.

Os habitantes desta cidade ln. formaram que os governlstas, an¬ tes do desoccupnrem a referida lo calldado, fuzilaram todos os di¬ reitistas. Os governlstas, aos quaes foi ordenado retardassem o mais possível o avanço dos re¬ beldes, morreram em seus pos¬ tos durante a captura de Torra Molnos. Em seguida, a columna avançou até á entrada de Mala¬ ga, e esta manhã conseguiu oc- oupar o suburblo da cidade, por nome Churriana. Consequente mente, Malaga ficou entre dois fogos rebeldes, e toda e qualquer resistência seria inuttl. Apôs es¬ caramuças nas ruas da cidade, a columna que se enoontravn no bairro "Cidade Jardim" estabe¬ leceu contacto com a que havia tomado Churriana, l

Os contingentes governlstas, quo atê o mqmonto não foram aprisionados, refugiaram-se nas posições fortificadas nas monta¬ nhas Atadatajala, ao norte de Ma¬ laga, onde os rebeldes os estão cercando.

A maior porte dos quarenta mil soldados quo defendiam Mala¬ ga fugiu para Motrll antes dos rebeldes occuparom Torro dei Mar. Onde sc encontram no mo¬ mento, não so sabe. O numero de mortos de ambos os exercitos í multo grande, rols os comba¬ tes nos suburblos da Malaga fo¬ ram de uma ferocidade sem pro¬ cedentes. As casas da rua Lar-

parte central era ocoupada por uma columna composta do cente¬ nas de.caralnliões carregados com peças do . artllherla, munições, ovelhas, farinha e outros viveres.

A outra, margem do caminho es¬ tava reservada ft cavallarla, com¬ posta prlnclpalmcnte de unidades mouriscas, com seus característi¬ cos e plntorcscos uniformes, can¬ tando hymiius patrióticos, qua davam ft oceupação de Fuenglrolo a aspecto do uma marcha trlum- phol.

De ropente, toda esta mossa em movimento so deteve, devido e um carro blindado legalista, om Iiarto destruído, quo bloqueava o caminho,' maa o tanque foi logo removido, e o avanço continuou.

Durante a marcha, soube que vinte milicianos legalistas chega¬ ram na noite anterior no pharol de Calaburras, Julgnndo estarem nas posições governlstas.

Quando a vanguarda dos na¬ cionalistas entrou em Fuenglrola a cidade encontrava-se quasl de¬ serta, tendo sido evacuados seus 7.009 habitantes, Junto com o; últimos defensores, que se refu¬ giaram em Malaga. Varlos, no entanto, conseguiram escapar ao controle das autoridades, fugindo para as colllnas próximas, de onda mais tarde emprehendoram o regresso a Fuenglrola,

Uma hora depois da entrada das tropas nacionalistas na cida¬ de, os aviões legalistas, embora quasl Invisíveis .devido á altitu¬ de, fizeram sua appariçõo ao lar¬ go, e deixaram cair ft uma duzia de bombos, ao que parece, desti¬ nadas ao cruzador "Almirante Cervera." No entanto, não cau¬ saram nenhum prejuízo e poucos minutos mais tarde, ao se dirigi¬ rem para a costa, foram postos em fuga pelos canhões anti¬ aéreos do "Almirante Cervera".

Dentro da cidade, foi-mo dado contemplar amostras unlcaa do poder destructlvo das milícias le¬ galistas. A egreja daquella paro- chla e outroB esplendidos edifí¬ cios estavam reduzidos a escom¬ bros, completamente demolidos.

Foi Informado do que o parocho. depois de ter sido aprisionado pe- loa legalistas, fõra executado Jun¬ to com onze pessoas, accusadas de possuírem IdSãs direitistas.

Varias tamlUos foram assassina¬ das, depois das mulheroq terem sido submettldos a todos os tor mentas e todas as ultrages. De¬ pois da oceupação de Malaga, vl varlos caminhões regressarem a Fuenglrola oom mulheres e cre- nnças, uma das quaes não conta¬ va mais de uma semana, cujos maridos e paes foram obrigados pelos legalistas a sb retirarem com tropas afim de participa rem na defesa de Malaga,

Entro o material de guerra ca¬ pturado pelos nacionalistas uajrloa foraja completamenta des

traídas pelo fogo do barragem da artilharia governlsta, destinado a sustar o avanço do» rebeldes. Multas vlllas na estrada ao lon¬ go da costa em direcção de El Paio foram Incendiadas.

A’s 11 horas da manha, o ge¬ neral Queipo de Llano entrou em Malaga commandando uma co¬ lumna de reforço. Em sua en¬ trada encontrou grande numero de mortos e feridos deitados pe¬ las ruas.

Os rebeldes Informaram que muitos refens foram fuzilados pe¬ los governlstas. Disseram tam¬ bém que todo prisioneiro gover- nlsta será Julgado por umn cõrte militar de emorgenclo, e que to¬ dos os marxistas condemnados serão executados lmmedlatamen- te. Espera-se que reprosatlns sangrentas tenham logar cm Ma¬ laga, Identicamente ao quo acon¬ teceu em Badajoz.

Em Sevllha. houvo grande en- thuslasmo, quando a queda de Malaga foi annunoiada. O povo acclamou o exercito o o general Queipo. Tombem pregaram car¬ tazes por toda a parte, os quaca diziam: A110 Moscou, Malaga ê novamente hespanhola: “Exerci¬ to hèspanhol, precisamos avançar sobro Valência".

Manifestações Idênticas tiveram logar em todo o torritorlo Insur- recto ás G horas da tarde de liojo.

Afundados dois navios go> vernistas em Fuenglrola

Tenerlffe, 8 (U. P.) A es¬ tação de radio Informou hontem o seguinte:

No porto de Fuenglrola foram afundados dois navios governla- tas equipados com artilharia, quando os mesmos- pretendiam fugir.

A artilharia antl-aerea rebelde abateu dois aviões Inimigos, quando elles procuravam cobrir a retirada dos milicianos de Fu¬ englrola.

Em consequência da formidável conquista de Fuenglrola, o gover¬ no de Valência, temendo oa con¬ sequências da vletorla naciona¬ lista, prepara-se apressadamente para abandonar Valência e trans- ladar-se para Barcolona.

Apôs permanecer dois dias em Madrid, o primeiro ministro, sr. Largo Caballero regressou a Va¬ lência, tendo sido informado, quando na capital, pelo general Miaja, do effeotlvo da tropa e do material de guerra com que con¬ tam resistir contra a offensiva governlsta.

Segundo Informam as estações de radio madrilenas, regtstram-s.e em Madrid graves Incidentes em consequência do fuzilamento de trinta o oito milicianos que des¬ obedeceram seUB chefes, cal- culando-ao que o numero da mor¬ tos e feridos seja elcvndlsslmo.

Limpando a cidade

Junto ds forças nacionalistas dentro do italarjo, 8 (U. P.) Os naclonallBtas, esta tarde, es¬ tão progredindo rapidamente na llmpesa da cidade.

Os governlstas retiraram-se da cidade

Londres, 8 (Havas) Tole- grammas dc Almerla transmiltl- dos pela Agencia Reuter Infor¬ mam que, por ordem do alto commando lega], a cidade dc Ma¬ laga foi evacuada pelos governa- meoitaes que so retiraram em bôa ordem.

0 FALLECIMENTO DE EL1HU R00T

Traços biographico* do estadista americano, Prê¬ mio Nobel da Paz e ex- hospede do Brasil

ttlifau Root

Nova York, 8 (UTB) Em sua residência nesta cidade, íalleceu o notável estadista norte-americano Elihu Root, antigo secretario de Estado t Prêmio Nobel da Paz em 1912.

Nota da U . T. B. Elihu Root, que acaba <ie fallecer ero Nova York, foi uma figura de destaque na política exterior dc ceu pair, com actuação no¬ taria nos Estados da America do Sul e da Europa.

Nascido em Clinloo, Estado de Nova York, a 15 de fevereiro de 1845, o ex- llncto citava ero vesperaj de completar aeua 92 annoa de edade. Seu pae era um profeuor do Hamilton College, o ir. Orcn Koot, e nesse mesmo Instituto fez cllc seus estudos tectindarios, até entrar para a Universidade Jurídica de Nova York, onde ac formou em Leis.

Sua estrea na vida publica foi coroo adjunto da commisflüo de limite» do AU&ka, onde pôde demonstra/ habilida¬ des c conhecimentos que Ibe gransearam a nonieaçlío para procurador federal no díitricto sul de Nova York, funcçôes que desempenhou dc 1883 até 1885.

Depois de alguns annos entregue* cx- clusivamcnle 5a actividadcs politicas e ao aperfeiçoamento dc seus conhecimen¬ tos, Elihu Root vein a ser secretario da Guerra, de 1899 a 1904, co tno* prcíi- dentei McKinley e Theodore Roosevclt, passando a eccrctarlo de Eitado, com a pMtno dos negocio* estrangeiros, cro 1905, para nlii permanecer até 1909, quando George Tnft subiu A ptesiderteia dos Estados Unidos.

Deixando a pasta ero que alcançara vasto renome, na política interna dos Estados Unidos e na» aua» relações ex- teriorca, Elihu Root foi eleito senador federal pelo «cu Estado natal, Novn York. tendo permanecido nesse posto até 1915.

De sua passagem pela secretaria de Estado restou-lhe a outorga do Prêmio Nohel da Paz, que lhe foi concedido em 1912, qunndo occupava ainda a sua bancada na Coroara Alta amcrkann.

Em 1917 foi o chefe da missão espe¬ cial enviada A Ruiria, então sob o do¬ mínio de KerensM, e logo depois fa* designado membro plenipotenciário, pe¬ lo» Estados Unidos, da coromiVsSo in¬ ternacional dc juristas designada prlo conselho da Sociedade da* Kiç6es, «n 1920, para a prc-organização da vòrtc Permanente de Justiça Internacional de

i _ (Continua na 6.» pag.)

Acceita pela Grã Breta¬ nha a patrulhagem das aguas hespanholas pela marinha britannica

Londres, 8 (Por Frederick Kuh, oorrespomlento da United PresB) —O governo brltannlco endereçou uma nova nota ft Lord Flymoutli, presidente do Comitê Internacio¬ nal para a Fiscalização do Pacto de Não-Intervenção, concordando Implicitamente om participar do plano naval russo para a patru¬ lha das aguas em torno da Hes- panlm a de sua» depcndenclas,

fim de augmentar a efficiencl» do novo oehcma do não Interven¬ ção na Hespanha.

A United Pres» pode revelar nota enviada a semana passada, devido não ter oldo recebidas as respostas das outras vlnto e seis potências que fazem parto do co¬ mitê.

Na sua nota a Grã Bretanha In¬ siste na necessidade dos navios da guerra, empenhados em sous de¬ veres dc fiscalização, terem ac- ccsso á bases convenientes para reparações o para cereberem com¬ bustível.

Em seguida a nota rcfcrc-sc ft proposta sobre a Grã Bretanha, França, AHomo-nha a Itália assu¬ mirem a tarefa do controle, e sl- gniricamemo accresconta: “EbIm quatro potências já. mostrarám, mantendo conllnunmonte navios cm aguas hespanholas, que tám todas as facilidades necessárias. Entretanto, dcBdo quo desappa- reçam bs diffleuldades neste sen¬ tido. o governo brltannlco não razão por que á qualquer outr» potência quo deseja participar do controle, não aeja designada um» zona conveniente para fiscaliza¬ ção".

Desui fôrma, a Grã Bretanh» apoia o projecto sobre a designa¬ ção de zonas nautleas para diver¬ sas esquadras patrulharem, em¬ bora a nota soviética entregue » Lord Plymouth a semana passa¬ da, seja contra o syslema de zo¬ nas.

O mesmo communlcado russo, entretanto, annunclou que “o go¬ verno soviético desejava em par¬ te a proposta de flscaUzaçfio na¬ val” o a nota britannica, com- quanto que evitasse do referir-se especiflcamento t Russla tomar parte, concorda claramente oom quo a esquadra soviética exerça fiscalização naval, esclarecendo que neste caso, arranjos preci¬ sam ser foltos tornando possível a Rússia encontrar portos para reparações o para a tomada do combustível.

A United Pjoss foi ainda Infor¬ mada que a Allemanha entregou sua resposta a Lord Plymouth, a qual ê “em geral, favorável" ao plano proposto para a fiscaliza¬ ção. Entretanto, nesta capital fa¬ zem conjecturas sobre a AJlcma- nha, Italla o Portugal concorda¬ rão com a participação da RubsIb na fiscalização naval.

Entrementes o embaixador bri- Innnlco om Portugal, Sir Charles Wlngfleld, está propondo á Por. tugnl que abandone suas objecçõe; ao sehema de controle.

A reunião do sub-comltê tech. nlco, marcado para terçn.-felra as 11 horas da manhã no “Forolgn Office" foi adiada, devido a diver. sos membros do ramllô nuo pode» rem estar presentes ao mesmo. Provnvntmnnte a reunião terá to¬ gar quarta-feira.

(0 SERVIÇO TELEGRAPHICO CONTINÚA NA 6." PAGINA)

CORRETO EA MÀNTTA -- Terça-feira, 9 <lc Fevereiro fie 1937

CHRONICAS

EM DEFESA DA PECUARIA RIO GRANDENSE

SOBRE A INTERPRETAÇÃO DAf O PROGRESSO DE NOVA LEI DO SELLO UM MUNICÍPIO FLU

MINENSE

Carnavalandta

Um parecer do consultor jurí¬ dico da Liga do Commercio

O professor Fausto de Freltna o Cestro' advogado de nosso íõrn e consultor jurídico da Liga do Commercio, deu o seguinte pare¬ cer soore a lei do sello:

Consulta-se:

1* Feia nova le! do sollo, to¬ das as contas correntes, ajuiza dss ou nSo, continuem n ser çel- ladas?

2* No coso de uma flrmn commcrclal ter um (reguez com duas contas correntes e de ven¬ das e devendo o saldo da coutn do vendas ser-lho creditado, ou, melhor, fazondo-se um encontro de contos qual a conta que popa o nello o oomo paga 7

A questão da sellogcm das con¬ tas correntes deu margem a du¬ vidas e a longas discussões.

Pracmou o Congresso remedlor a situação, determinando que ne contas correntes íõ papaesem sello "quando ajuizadas".

Vetando casa disposição (n. 6 da tabeliã A), o presidente da He publica Justificou o neto dizendo que pela doutrina do (Isco, o sollo era devido em duas hypothesoa: quRndo a conta fosso ajuizada e quando o saldo devedor fosnu reconhecido. No ebu entender, nno se deveria modifler esea dou trina e para mnntel-a votava palavras "sdmcnte quando ajuizarias”.

Ficou esse dlspoiltlvo alejado na redacção porque o nello paesou a ser exigido noa contas corren¬ tes, seni mais expllcaçõei. Nno se ficou aahondo onde é pago esse sello nem quando deve sor pago.

Entretanto, buscando-se o de¬ mento histórica, as razões de tio defelluoea redacção, vcrlflen-se que a Intenção foi manter aquol- la doutrina do fisco de m co¬ brar o tello, no reconhecimento do saldo devedor ou no momento de ajuizar a conta para cobrança não havendo reconhecimento.

Ou essa é a Interpretação, ou lião tem sentido o n. 11 do ta- lella A.

Nssae sentido me manifestei em dlvovsds consultas, a com sntln- fação vl o meu ponto de vlsla adoptado pelo fisco.

De facto: na circular n. 62 de 23 Js dezembro de 1986, a DI- rectorla das Rendas Internas do Theaouro Nacional dnva ae se¬ guintes Inslrucçíes:

"As comas correntes estão sujeites a tello proporcional no momento de sua liquidação, ou ao xerem demandadas ou njuizadus, escapando, portanto, ao Imposto os extractoK quo, periodicamente, os bancas enviam aos clientes, pora almplea conferencia."

(■' Dlnrlo Off letal" de 24 de de¬ zembro do 11)36).

A segunda, pergunda não ê r-itf- ficlento caclnrcclcln, pola mio diz c que scyt casa coutn do vendas.

SuppoPho que a firma coinmer- cjal "compre" desse eau freguoz e o creditando pelas Importân¬ cias, em reparado. Ao fim de al¬ gum tempo, osso credito f truiia- forldo i>aia a conta corrente, apu¬ rando-se o saldo em favor da casa commerclsl ou do ficgitez.

Bonda assim, essa "conta de venda" não está sujeita a sello, pois nno # contu corrente.

Cl sello